A vice-presidente do governo da Espanha, Soraya Sáenz de Santamaría, anunciou neste domingo (20) que o Partido Popular (PP, centro-direita) venceu as eleições gerais no país.
Em entrevista coletiva, Sáenz de Santamaría confirmou a vitória do PP com mais de 99,82% das urnas apuradas, ao conseguir 28,72% dos votos e um total de 123 cadeiras das 350 da Câmara.
Logo atrás do PP aparece o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) com 90 cadeiras e 22,02% dos votos.
Mariano Rajoy comemora resultado em Madri. (Foto: Marcelo del Pozo/Reuters)
Os partidos emergentes entram com força no Congresso, confirmando o fim do bipartidarismo que já previam as enquetes: o esquerdista Podemos, com 69 cadeiras e 20,65% dos sufrágios, e o liberal Ciudadanos, com 40 deputados e 13,93% dos votos.
O nacionalista catalão ERC conseguiu nove cadeiras, e o Democracia e Liberdade, outras oito, enquanto o nacionalista basco PNV obteve seis.
As demais cadeiras estão repartidas entre formações regionais e nacionalistas, desenhando assim um parlamento muito fragmentado, com dificuldade para formar pactos para alcançar a maioria fixada em 176 cadeiras.
Na Espanha, as eleições não são obrigatórias. De acordo com a imprensa local, até duas horas antes do fechamento dos colégios eleitorais, aproximadamente 60% dos eleitores haviam comparecido às urnas.
"Hoje nasce uma nova Espanha"
O líder do partido de esquerda Podemos, Pablo Iglesias, que ficou em terceiro nas eleições gerais , afirmou que os resultados "abrem uma nova etapa" no país.
Na Espanha, as eleições não são obrigatórias. De acordo com a imprensa local, até duas horas antes do fechamento dos colégios eleitorais, aproximadamente 60% dos eleitores haviam comparecido às urnas.
"Hoje nasce uma nova Espanha"
O líder do partido de esquerda Podemos, Pablo Iglesias, que ficou em terceiro nas eleições gerais , afirmou que os resultados "abrem uma nova etapa" no país.
"Hoje nasceu uma nova Espanha", disse Iglesias perante seus eleitores, em um discurso no qual assegurou que "acabou o sistema de turno na Espanha", em alusão à hegemonia exercida até agora pelo Partido Popular (PP) e pelo Partido Socialista (PSOE) em forma de alternância no poder.
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